Lê-se o título do post e boceja-se, lá vem mais um falar do Saramago, caramba, as pessoas mobilizam-se por causas menores, ele é a Maité, ele é o Saramago, e sobre aquilo que realmente interessa, por exemplo uma petição para tirar o Angulo e o Grimi da equipa, ninguém mexe uma palha, parece que ninguém quer afrontar os poderes instalados, parece que tenho que ser eu a tomar conta desta causa e eu, meus caros, eu não posso estar em todo o lado, não há quem não saiba desta verdade, mas, apesar de parecer que eu ía aqui falar do Saramago, apesar de estar a escrever, digamos assim, num estilo Saramago, embora com mais vírgulas, a verdade é que o Saramago fala como falava o meu bisavô Eufrásio, também Visconde, e o meu bisavô Eufrásio dizia aquilo que entendia, sem filtro, sabia bem que ninguém lhe ía dar um par de chapadas, afinal era um senhor de uma certa idade, o que dava um estatuto, não só de imunidade eterna a uma par de chapadas, como também lhe dava a possibilidade de dizer o que lhe dava na real gana, sem filtros, com aquela genica dos que não sabem se amanhã cá estarão, e ele há contas a ajustar com o mundo, com os que cá ficarão depois de termos partido, o meu bisavô Eufrásio transfigurava-se, todos os filtros das regras de bem socializar lhe eram retirados, deixava de saber estar, era um incontinente verbal, e não só, o problema é que para as outras incontinências existia a Lindor, para as verbais é que não, ora aqui está um excelente nicho de mercado, a incontinência verbal, mas, meus caros, isto do ridículo não tem nada a ver com o Saramago, acontece é que visualisei hoje, ainda não há meia hora, um homem a espirrar de acordo com as regras dos folhetos que ensinam a não propagar a gripe A, ou seja, a estender o braço todo, a aproximar a cara do antebraço e, só nessa altura, a espirrar desenfreadamente, o muco absolutamente concentrado no terylene do casaco, em vez de tranquilamente depositado na mão, achei ridículo, era só isto que queria dizer, eu ía lá agora escrever sobre o Saramago, que ideia mais sem sentido...
Deve ser do Outono...
Por vezes, não raras, sinto-me a mesma menina que às tardes ia com o irmão e os vizinhos do lado para os imensos campos de milho rasgar caminhos e abrir clareiras. Também o fazíamos nos campos de trigo e centeio, mas os de milho eram perfeitos para as grandes reuniões onde partilhávamos as “injustiças”, os sonhos e os segredos.
Foi num desses concílios que a Céu me confidenciou que se semeássemos os corações (nome que dávamos a uma erva) e os regássemos bem, receberíamos a visita da Branca de Neve. Não precisou quantos dias, mas também não lhe tinham disponibilizado a informação…
No regresso a casa, dois vasos, um em cada casa, encheram-se de terra e de corações e foram bem regados e observados durante uns dias. Não me lembro quanto tardamos a concluir que provavelmente a Branca de Neve tinha nascido durante a noite e saído pelos campos de milho à procura dos sete anões. Oxalá os tenha encontrado, evitado a bruxa má e se tenha deparado com o Príncipe encantado!
A mim resta-me a deliciosa saudade do Verão e, já agora, de uma gemada com canela!
SEXO, MENTIRAS E VÍDEO
Ora se há coisa que muita gente já aprendeu é que em caso de dúvida, pergunta-se à Peixa que a Peixa esclarece.
Se o meu caro Visconde me tivesse perguntado o que passou pela cabeça da Maitê Proença para fazer aquele vídeo, eu tê-lo-ia esclarecido na hora.
Mas como não me perguntaram nada, sugiro a leitura do Inimigo Público sobre o assunto.

E a faltinha que as etiquetas me fazem? É que eu se eu tivesse etiquetas, agora poderia perguntar que tipo de vídeo faria então a Maitê se tivesse deglutido o Vasco Pulido Valente????
O BARCO DO AMOR
Bridlington é uma cidadezinha costeira no norte da Inglaterra com cerca de 33.000 habitantes. Localizada a cerca de 100 kms de Leeds (200 kms de Manchester e 373 kms de Londres), Bridlington é conhecida por, basicamente, nada. Há que dize-lo com frontalidade e não há nada nesta cidade que nos faça olhar na sua direcção como se algo interessante e imperdível fosse.
E que acreditem que não há um nome sonante que lá tenha nascido, não há um evento que mereça destaque, não há um monumento ou atracção de que já tenhamos ouvido o nome. O melhor que consegui foi mesmo o facto do Lawrence das Arábias lá ter trabalhado num determinado período da sua vida.
Basicamente, existe um museu, uma confeitaria que continua a fabricar doces old fashioned way, um teatro e… Pois… Mais nada…
Tem bonitas paisagens de praia e mar. Lá isso tem! Acho que uma cidadezinha vizinha tem um bonito jardim.
Ahhhh… E têm tuk tuk!
E perguntam-me vocês então porque raio é que eu estou a escrever sobre Bridlington?
E eu – que sou miúda educada que responde às perguntas – vou-vos explicar!
Porque esta manhã, depois do Sr. Visconde dizer ao Shark que não tirasse conclusões precipitadas, fui fazer uma busca nas imagens do Google de um tubarão a pescar num precipício (sim, porque toda a gente sabe que conclusões precipitadas são aquelas que jazem no fundo dos precipícios!) e deparei-me com a imagem abaixo. E desde essa hora que luto com a tentação de mandar um mail a estes senhores a pedir para mudar o nome do barco!!!!!!!!!!

E o jeito que me dava agora uma etiquetazinha para dizer que era a série e não o filme????
Quatro vezes parabéns!!!!
(Sei que ele é mais Ruca, mas como o nosso aniversariante ainda não sabe ler, vou aproveitar mais uma ocasião para dizer mal, muito, muito mal, do desenho animado completamente apalermado que a televisão nacional insiste manter na programação com o único intuito de deprimir e exacerbar sentimentos de frustração nas famílias portuguesas! Agora que justifiquei a figurinha anexa e desabafei, vamos lá parabenizar!)
Faz hoje quatro anos que a nossa Peixa brindou o mundo com o seu Peixinho mailindo!
Desculpem a pergunta, mas...
... esta tal de Maitê Proença não era aquela que o Sousa Tavares andava a comer?
Cara de Pau (III)
Santana Flopes, o perdedor, afirmou que a culpa da sua derrota só pode ser atribuída a um acordo secreto entre o PS e o PCP.
Cara de Pau (II)
Manuela Ferreira Leite, a bizarra, acaba de anunciar a vitória do PSD.
Cara de Pau
O PCP (ou CDU ou como queiram chamar-lhe) perdeu a única capital de distrito que ainda mantinha no seu bastião alentejano (Beja) e ainda deixou escapar mais umas quantas de menor expressão.
A Conceição (II)
A Conceição (I)
Lembram-se do champô?
Não é uma desilusão como o sinto, mas não sei como qualificar. Chamem-lhe saudade, nostalgia, tristeza, não sei…
Temo o dia em que regresse um Domingo à Foz do Sousa e não os veja de bigode farfalhudo, singlete e calça de tactel. Suponho que no dia em que a coragem voltar e consiga regressar ao shopping num solarengo Domingo de Verão não os verei de calçonito de nylon e chinela de plástico. Imagino até o futuro em que deixará de ser moda passear pela Circunvalação a 20 km/hora e que o tal whisky que diz que a tradição ainda é o que era, o negue. Mas o que dói, o que realmente dói, é que o champô que antes dava grandes orgasmos durante o duche agora apenas nos proporcione um voo sobre um prado florido…
Se eu quisesse voar, comprava umas asinhas e era um anjinho!
Housekeeper – adjudicado.
E continuam a insistir que o tamanho conta?
"Às vezes é das coisas pequenas que vêm as maiores surpresas"
Marques Mendes in Gato Fedorento Esmiuça os Sufrágios, 8 Out.
Gosto dele, pronto!
Se bem me recordo foi uma das alturas mais divertidas da blogosfera e a ele, quase só a ele, o devemos. Era a grande estrela em quase todos os posts e havia sempre tanto para dizer. Como blogueira tenho saudades, muitas saudades, do Senhor Primeiro Ministro Pedro Santana Lopes e por isso peço a todos os Lisboetas, a quem reconheço uma enorme capacidade de sacrifício, que votem Santana no Domingo. O resto do País agradece penhoradamente e dedicar-vos-à as inúmeras gargalhadas que seguramente nos serão proporcionadas. É que o homem ainda nem é presidente e já cumpre a promessa de nos deixar bem dispostos.
Depois de atender uma chamada telefónica ao passar na Rua do Carmo durante uma arruada, Pedro Santana Lopes parou no Rossio para anunciar que Carmona Rodrigues, que o sucedeu na presidência da autarquia quando saiu para ser primeiro-ministro, lhe deu "um abraço" e lhe disse que estava "impossibilitado de estar presente".
"Ele disse-me: 'podes transmitir o abraço de apoio que te mando, espero que ganhes'", disse o candidato social-democrata, que acrescentou mesmo que conta com Carmona Rodrigues "para os projectos e desafios de futuro da cidade".
( Carmona Rodrigues) negou à Lusa que lhe tenha manifestado qualquer apoio político."
Pequena sugestão para o conserto do (meu) mundo
Um príncipe no palácio e um algarvio na casa branca .
Barack Obama vence Prémio Nobel da Paz de 2009
Donas de casa desesperadas
É que eles não têm culpa, somos só um país pequeno e sem imaginação. Basta-nos ler o Correio da Manhã.
GNR dá dois tiros à mulher por ciúmes. Vizinho mata vizinho à machadada por causa de um caminho. Pato bravo mata advogado por não querer dividir bens com ex mulher.
Tudo muito comezinho, triste, sem laivos de imaginação ou arrobos de génio. Esta é a matéria prima que inspira os autores nacionais que nos dão as sensaboronas novelas da TVI. Não lhes atirem pedras, ou mudem de canal para a Fox que é quase a mesma coisa, porque quem dá o que tem a mais não é obrigado. Tivessem eles algo diferente que os inspirasse e também seriam capazes de criar uma Wisteria Lane só para nós.
Os estrangeiros são melhores? Pffft!, eles têm é a papinha toda feita, só precisam de um copy/paste.
Duvidam? Ora vejam isto.
One gay man, two lesbians, a three-legged cat and a poisoned curry plot
Gary Stewart, 37, had been at loggerheads with Marie Walton and Beverley Sales for months.
When the women started to eat, they found the curry studded with slug pellets.
The cat was eventually found after posters were put up with her photograph.
She was found three miles away being cared for by a woman who had taken her in.
Estamos conversados ou precisam de mais alguma coisinha?
ORA VAMOS LÁ VER
Se a malta consegue endrominar o Blogger…
P.S.: Chefa, a mim dá-me o erro 400 – Bad Request. O que me leva a crer que o Blogger deve ter a mania que é engraçado… Bad Request… Funf…
P.S.2: Eu vou ali tomar o antibiótico e vociferar contra o Blogger e ver se tenho alguma ideia brilhante. Bad request… Bad request…
Que merda!
Desculpem a familiaridade mas acabaram-se as etiquetas. Pelo menos foi isso que o Blogger me disse.
Blá Blá, blá blá, mais o Erro 404 que é o erro do costume, aquele que nos impingem quando não fazem boi do que querem dizer, e lá está – posts com etiquetas não nos são permitidos!
Quer-se dizer, ser permitidos até são, temos é de lhes botar uma etiqueta já utilizada o que me parece quase tão escandaloso como vestir as cuecas do dia anterior. Os senhores dizem que a partir de agora não há mais roupinhas novas, as que temos já são muitas. Duas mil, mais precisamente. É muita etiqueta, muita pasta para arrumar e os nossos senhorios acham que já não podem ceder mais espaço de estante. Caraças! (não há etiquetas, lembram-se?)
Agora é assim, post sem etiqueta não tem metade da graça – o Senhor Visconde que me desculpe mas o que é, é – e ou arranjo maneira de renegociar o contrato ou vão ter de me ajudar a endrominar o Blogger. Como é que vai ser? Há ideias por aí ou tenho de fazer tudo sozinha?
Banalidades
Veio assim como se foi, num repente sem aviso. Sábado de manhã tinha desaparecido, hoje de manhã regressou sorridente. Se disse bom dia não sei, o espanto quando a vi distraiu-me de tudo o resto.
Nos primeiros dias procurei-a por todo o lado, fiz o que podia e não podia, perguntei a quem talvez dela soubesse, virei do avesso todos os cantinhos que havia para virar. Nada. Nem rastos.
Desisti.
Foram dias difíceis, muito difíceis, mas o destino, a sorte, o fado ou lá o que é que nos comanda a vida trouxe-ma de volta de lá longe por onde andava perdida e hoje, assim, sem quê nem porquê, voltei a ver a palavra milagrosa ali em baixo – Ligado!
I’m back!
Sim, já percebi que só estou eu por aqui. Faltou a internet a toda a gente ou foi solidariedade comigo?
E muitas folhas pelo chão
Um velho e o seu cão, no combate impotente à solidão viúva.




