AGORA

PRECISO DE TI AGORA...
PARA ACALMARES A MINHA DOR.
PARA ME FAZERES SORRIR.
PARA NÃO ME DEIXARES DESISTIR.
TANTO TE QUERIA...

Tens um buraco nas cuecas....

Ai não? Desculpa, mas parecia mesmo...

Chamo-me Teresa, já me chamei Ernesta. Tenho, porque sim, duas máquinas de lavar roupa. Uma Singer e a outra Mielle. Uma é para os tapetes dos cães outra para a roupa da cama e as toalhas de mesa.
Desde que abri este blog, onde sempre me diverti bastante, nunca tive prévia aprovação de comentários. A partir de hoje, e porque não quero ter de lavar a roupa da cama no sitio onde lavo a roupa dos cães, vou passar a ter.

Conversas pessoais? Quem tanto conhece também deve saber os meus números de telefone, endereços de email e tudo o resto que me identifica. Lavar roupa suja? Nem na máquina dos cães.

Como diria a baby sitter, temos pena!, mas a alternativa era uma guerra para a qual não tenho paciência.
Quem quiser falar comigo, a outra Teresa, sabe onde me encontra, olhos nos olhos. Tudo o resto são cobardias que não quero ver por aqui, que este é um blog de gente com tudo no sítio certo. Cabras e cabrões.

"As nossas noites são melhores que os vossos dias"

"As mulheres têm fios desligados"

"Há uns tempos a Joana
- Pai, acabei um namoro à homem
Perguntei como era acabar um namoro à homem e vai a miúda
- Disse-lhe o problema não está em ti, está em mim
o que me fez pensar como as mulheres são corajosas e os homens cobardes. Em primeiro lugar só terminam uma relação quando têm outra. Em segundo lugar são incapazes de
- Já não gosto de ti
- Não quero mais
chegam com os discursos vagos, circulares
- Preciso de tempo para pensar
- Não é que não te amo, amo-te, mas tenho de ficar sozinho umas semanas
ou declarações do género de
- Tu mereces melhor do que eu
- Estive a reflectir e acho que não te faço feliz
- Necessito de um mês de solidão para sentir a tua falta
e aos amigos
- Dá-me os parabéns que lá me consegui separar da chata
- Custou mas foi
- Amandei-lhe aquelas lérias do costume e a gaja engoliu
- Chora um dia ou dois e depois passa-lhe
e pergunto-me se os homens gostam verdadeiramente das mulheres. Em geral querem uma empregada que lhes resolva o quotidiano e com quem durmam, uma companhia porque têm pavor da solidão, alguém que os ampare nas diarreias, nos colarinhos das camisas, nas gripes, tome conta dos filhos e não os aborreça. Não se apaixonam: entusiasmam-se e nem chegam a conhecer com quem estão. Ignoram o que ela sonha, instalam-se no sofá do dia a dia, incapazes de introduzir o inesperado na rotina, só são ternos quando querem fazer amor e acabado o amor arranjam um pretexto para se levantar (chichi, sede, fome, a janela de que se esqueceram de baixar o estore)
ou fingem que dormem porque não há paciência para abraços e festinhas, pá, e a respiração dela faz-me comichão nas costas, a mania de ficarem agarrados à gente, no rónhónhó, a mania das ternuras, dos beijos, quem é que atura aquilo? Lembro-me de um sujeito que explicava
- O maior prazer que me dá ter relações com a minha mulher é pensar que durante uma semana estou safo
e depois pegam-nos na mão no cinema, encostam-se, colam-se, contam histórias sem interesse nenhum que nunca mais terminam, querem variar de restaurante, querem namoro, diminutivos, palermices e nós ali a aturá-las. O Dinis Machado contava-me de um conhecedor que lhe aclarava as ideias
- As mulheres têm fios desligados
e um outro elucidou-me que eram como os telefones: avariam-se sem que se entenda a razão, emudecem, não funcionam e o remédio é bater com o aparelho na mesa para que comecem a trabalhar outra vez. Meu Deus, que pena me dão as mulheres. Se informam
- Já não gosto de ti
se informam
- Não quero mais
aí estão eles a alterarem a agressividade com a súplica, ora violentos ora infantis, a fazerem esperas, a chorarem nos SMS a levantarem a mãozinha e, no instante seguinte, a ameaçarem matar-se, a perseguirem, a insistirem, a fazerem figuras tristes, a escreverem cartas lamentosas e ameaçadoras, a entrarem pelo emprego dentro, a pegarem no braço, a sacudirem, a mandarem flores eles que nunca mandavam flores, a colocarem-se de plantão à porta dado que aquela puta há-de ter outro e vai pagá-las, dispostos a partes-gagas, cenas ridículas, gritos. A miséria da maior parte dos casais, elas a sonharem com o Zorro, Che Guevara ou eu, e eles a sonharem com o decote da vizinha de baixo, de maneira que ao irem para a cama são quatro: os dois que lá se deitam e os outros dois com quem sonham. Sinceramente as minhas filhas preocupam-me: receio que lhes caia na sorte um caramelo que passe à frente delas nas portas, nãos lhes abra o carro, desapareça logo a seguir por chichi-sede-fome-persiana-mal-descida-e-os-ladrões-percebes, não se levante quando entram, comece a comer primeiro e um belo dia
(para citar noventa por cento dos escritores portugueses)
- O problema não está em ti, está em mim
a mexerem na faca à mesa ou a atormentarem a argola do guardanapo, cobardes como sempre. Não tenho nada contra os homens: até gosto de alguns. Dos meus amigos. De Schubert. De Ovídio. De Horácio, de Virgílio. De Velásquez. De Rui Costa. De Einzenberger. Razoável a minha colecção. Não tenho nada contra os homens a não ser no que se refere às mulheres. E não me excluo: fui cobarde, idiota, desonesto.
Fui
(espero que não muitas vezes)
rasca. Volta e meia surge-me na cabeça uma frase de Conrad em que ele comenta que tudo o que a vida nos pode dar é um certo conhecimento dela que chega tarde demais. Resta-me esperar que não seja tarde para mim. A partir de certa altura deixa de se jogar às cartas connosco mesmos e de fazer batota com os outros. O problema não está em ti, está em mim, que extraordinária treta. Como os elogios que vêm logo depois: és inteligente, és sensível, és boa, és generosa, oxalá encontres etc., que mulher não ouviu bugigangas destas?
Uma amiga contou-me que o marido iniciou o discurso habitual
- Mereces melhor do que eu
levou como resposta
- Pois mereço. Rua.
Enfim, mais ou menos isto, e estou a ver a cara dele à banda. Nem uma lágrima para amostra. Rua. A mesma lágrima para amostra. Rua. A mesma amiga para uma amiga sua.
- O que faço às cartas de amor que me escreveu?
e a amiga sua
- Manda-lhas. Pode ser que lhe façam falta.
Fazem de certeza: é só copiar mudando o nome. Perguntei à minha amiga
- E depois de ele se ir embora?
- Depois chorei um bocado e passou-me.
Ontem jantámos juntos. Fumámos um cigarro no automóvel dela, fui para casa e comecei a escrever isto. Palavra de honra que na janela uma árvore a sorrir-me. Podem não acreditar mas uma árvore a sorrir-me."

António Lobo Antunes In Visão

Côcô...Cõcô... Olá Côcô.... Oláa...

Pode ser com grão? Um fio de natas? Morangos às fatias? Oregãos, coentros, alho, grelhado, estufado, com alecrim e flôr de sal?
Alguém por aqui, onde tanta culinária se discute, conhece uma receitazinha para tratar da saúde de um papagaio?
O cão histérico já era complicado, mas agora chegou o papagaio dos vizinhos. Agosto, por aqui, é assim - chega cá tudo.
Um dia inteiro, mas inteiro, que mal o sol nasce desperta a verborreia do passarinho, a ouvir o Côcô a dizer olá já é de arrancar cabelos, mas pior, muito pior, é quando o Côcô resolve cantar. É que ao horror dos gritos do sacana do papagaio junta-se o ganir de desespero do cão. E se eu o percebo, que também me apetecia ganir assim, fico a um passo, mas um passinho só, de comprar um cd dos Delfins, zarpar para a praia e deixar a aparelhagem com o som no máximo, para ver se eles gostavam.
A alternativa pode ser mesmo a panela, que sempre se aproveitavam os restos mortais.
Arranjam-me uma receita?

"Shit happens!"

Há uns anos atrás foi esta a única explicação que me deram - shit happens!
Hoje foi o dia dos quase restos. De sair daqui, de onde já me tinha habituado a vê-la, o resto da vida que não era minha. Mas que, três anos depois, já estava em casa.
Nunca me casei para nunca ter de me divorciar, que disso fiz para os outros e sei bem a água preta que escorre quando se torcem os lenços das lágrimas. Mesmo assim, com tantos cuidados, acabei por apanhar o pior que os divórcios têm - a tralha para dividir.
Quando ele saiu daqui, há anos, a promessa era que o resto sairia também rapidamente. Tinha deixado quase tudo, que para onde ia não cabiam outras vidas. Fiquei eu com elas, que nessas coisas também já estou habituada - eu guardo, vem buscar quando puderes.
E ficaram os restos todos da vida dele com as histórias que ouvi muita vez contar.
A aliança do casamento que já nem eu conheci, as centenas de fotografias dos outros tempos, o saca-rolhas amarelo, as caixas de moedas que nem existem mais, os bonecos do golf, os dossiers com negócios que nunca foram feitos, o candeeiro comprado em Bruxelas e que está avariado há muito, os sofás da casa de Ascot, a secretária igual, mas igual, à do meu pai, a mesa de três metros comprada em Zurique e de que nunca gostei porque era de sala de reuniões e nunca de sala de jantar, as irritantes cadeiras de cabedal preto e o armário.
O armário das discussões.
E foi tudo ficando. E eu fui tirando, que na minha casa gosto das minhas coisas e não quero um dia acordar sem elas.
E tirei, e arrumei, e carreguei, que era mais um dia e mais um mês e mais um ano e se eu não tirava elas não saiam.
E ficou o que não podia tirar. A secretária, a tal igual à do meu pai e de que eu não gostava, que era linda mas um monstro, e o armário das discussões. O resto estava em sotãos, cavalariças (que aqui espaço não falta) e duas ou três coisinhas no lixo mesmo.
No sábado o telefone tocou com o número que há muito não tocava. Era desta. Muito bem, espero que seja, e é para quando?
Para daqui a meia hora? Meia quê? Nem pensar, que estas coisas não se fazem assim. Anos à espera e agora meia hora? Vamos lá passar isso para segunda-feira, que sempre é princípio de semana e pode ser fim de outra coisa qualquer.
E foi hoje.
E eu fui cabra. E pouco antes da hora marcada troquei os calções e a t-shirt por um vestidinho e uns sapatos daqueles que não dá para andar muito, que isso de estar com ar de estiva era convite certo para o dás aqui uma ajudinha? e telefonei à Celeste. E ficámos as duas no tal alpendre, com ar de gaijas, a ver o gajo e os outros desgraçados, que vieram ajudar, a suar em bica e a espirrar com o pó do sotão, enquanto carregavam o que há muito aqui não devia estar.
E quando ele chegou não olhei muito para ele, que o olá Teresa, olá K, foi rapidinho, que afinal esta foi a nossa casa e mesmo tanto tempo depois ainda há coisas que ficam estranhas. Só vi que trazia vestida uma das camisas que eu lhe tinha oferecido, aquela que era mesmo da cor dos olhos dele, e uma enorme vontade de conversa.
E eu fui buscar as cervejas geladas, que a tarde estava quente, e voltei para o alpendre onde se estava tão bem. E não, não ofereci, que cabra tem de ser cabra. Mas entrei na sala no momento em que o armário das discussões saía. E ainda o ouvi dizer, quando me viu entrar, que era antigo e tinha de ser tirado com cuidado. E afinei o ouvido, confesso que afinei. E a seguir veio o resto, o resto que eu esperava, que gaija topa-os ao longe e sabe quando estão a dar a deixa - este armário é alemão, muito antigo, feito com a madeira dos barcos que....
E foi nessa altura que afinei o meu melhor sorriso.
Eu estava certinha, afinal ele queria era conversa! E queria que eu dissesse que não, que o armário era português de gema e que a madeira era de barcos sim mas e isto e aquillo e tudo o que sempre dissémos quando do armário se falava.
E, com o meu tal melhor sorriso, mas calada que nem um rato, voltei a sair com mais duas cervejas geladas para o alpendre das gaijas, onde a Celeste me esperava.
Mas que ganhei a tarde, isso ganhei, que aquela tal coisa verde serve-se assim - fria, como as cervejas que nós, as gaijas, estávamos a beber.
Shit happens!

Acabei de montar a secretária...

Já volto.

em casa


E entrem, estejam à vontade, vamos para a cozinha. E o irritante do cão que desata a ladrar de repente por causa das sombras, das moscas ou só porque não joga com o baralho todo e sai disparado para a rua, não sem antes se roçar nas nossas pernas, e repete a mesma cena quando volta. Não se cansa. Nós também não senão o cão tinha engolido uns quantos xanax e tinha dormido até ao fim do verão, continuamos a conhecer-nos com o à vontade dos velhos amigos . Abre-se uma garrafa de vinho e vamos fumando cigarros por entre a conversa que começou no cabra, passou por Lisboa, Coimbra, Figueira da Foz, Elvas e veio dar ao Algarve. A tia Sanita, os Mina, os Guerra e mais dois ou três apelidos que teimam em se misturar. Descobrimos que conhecemos ou ouvimos falar das mesmas pessoas. Passámos algumas vezes pelos mesmos sítios, provavelmente até nos cruzámos e se a vida fosse um filme que estivéssemos a ver numa qualquer sala de cinema poderíamos constatar exactamente em que cena aconteceu mas que não demos conta. A massa ia cozendo e o cheiro do molho acrescentava água na boca, mas a conversa sabia a cerejas. Partilham-se histórias de vida tão diferentes que têm em comum um cruzamento sem stops ou perdas de prioridade onde nos conhecemos.
Partilhamos uma refeição e já temos direito à chave do portão para o regresso. Saímos com vontade de ficar, mas fomos. Na volta a “mãe” ainda acordada. Continuamos na conversa com os cigarros pelo meio e trocamos experiencias da noite, não sei quem que se divorciou de não sei quem mais, a rica filha da Cinha que quer ser não sei o quê e tudo ali no sapo à distância de um click. A 30 km à mesma hora uma aposta de 2000 euros que incluía sexo oral e mais não sei o quê, que o rapaz nem deve saber fazer a conversão para escudos. Os moranguitos e as morangoskas todos com ar de bem bebidos, fumados ou snifados. A feirinha das vaidades de convite na mão para entrar na festa de aniversário que se comemora em Fevereiro, mas agora é que é Verão e é o último do ano. A areia nos pés, os saltos que se enterram, as solas que são demasiado finas e não têm apoio. Já chega de ir a festas que me arrependo e penso no alpendre com a rede das aranhas e as osgas nas paredes, o vulto das figueiras e o cão histérico. Tudo com muito melhor enquadramento do que eu tentar-me encaixar nesta futilidade. Falar de seguros de saúde e das obras da Magalhães Coutinho é muito mais interessante do continuar na festa com areia nos pés. Os corpos começam a ceder e vai tudo dormir. Fui a primeira a acordar neste lugar em que me senti em casa. Tirei fotografias, respirei o ar, acordei o meu cérebro com dois cafés, o cheiro das torradas alheias fez-me fome e nem o medo de partir uma braquelete me impediu de comer duas também. Ia olhando para o relógio, não me apetecia voltar, mas estava dividida entre o bem que me sentia e os meus filhos que ansiavam pelo meu regresso. Fui retardando ao máximo a partida até chegar a hora do voltem, gostámos muito e tu quando fores lá podes ficar lá em casa, façam boa viagem e vou à frente para abrir o portão.
Olho para o retrovisor e vejo a estrada de terra batida que me trouxe com expectativas e agora me leva com saudades no peito mesmo antes de eu chegar à estrada de alcatrão.

está tudo doido!

«É habitual os passageiros esquecerem-se da bagagem, mas não de uma criança. Isto nunca aconteceu»

com cerimónia

Nunca pensei que a morte pudesse ter as cores do arco-íris.

(confesso que eu pensava que já tinha morrido)

Alexandre Soljenitsyne faleceu às 23:00 de domingo locais (19:45 TMG) de "insuficiência cardíaca aguda", declarou o filho do escritor.

Soljenitsyne é mais conhecido por ter revelado ao mundo a realidade do sistema soviético em livros como "Arquipélago Gulag", "Um Dia na Vida de Ivan Denissovitch", ou "O Primeiro Círculo".

Galardoado com o Nobel da Literatura em 1970, foi privado da cidadania russa em 1974 e expulso do país.

Viveu depois na Alemanha, Suíça e Estados Unidos, até poder regressar à Rússia em 1994, após a implosão da União Soviética.

Salada de espinafres

(já que toda a gente fala de comida nos comentos eu posto!)

Utilizo um pacote de espinafres baby (sim, daqueles que já vem tudo lavadinho e tudo), torro no forno uma chávena de pinhões, corto morangos em gomos fininhos e misturo tudo numa saladeira. No copo liquidificador: Sumo de um limão, açúcar em quantidade idêntica à do sumo de limão, uma colher e meia de chá de mostarda e raspas do limão. Misturar tudo e regar, voltar a misturar tudo.

Fantástica sozinha ou acompanhada, porque uma salada é gaija e gaija que é gaija safa-se sempre!

Cabras lindos e que sabem comer arroz


Foto: Shark

Em Agosto o meu tempo marcava-se assim.

Figueira da Foz, 1 de Agosto de 1979

Outra vez na Figueira.
A casa, a praia, a piscina, os F.
Tudo continua na mesma. Miúdos giros acompanhados de miúdas giras. A mesma monotonia de sempre.

E agora, que já não tenho 16 anos, bastou um telefonema para ficar enrolada na tristeza, com saudades daquela mesma monotonia de sempre.

- Mãe?
- Estou na praia, na conversa com o pai F. A tua filha está no mar, com eles.
- O mar está bom?
- Mais ou menos. Ela está com eles.

E eles são os F. E os filhos e os primos e os amigos. E 45 anos das minhas memórias.
Agosto sempre foi praia e praia nunca foi, nem pode ser, Algarve. A minha praia é lá, na Figueira.
Praia é acordar com os altifalantes do Turismo a gritarem que a bordo ninguém se teme, que 11 da manhã era a hora de nos voltarem a lembrar a todos que, por ali, ninguém se receia que o homem que vai ao leme ouça o canto da sereia.
E praia era o Sr. Marcos, o banheiro, a olhar para a Serra da Boa Viagem e a garantir, garantido, que ao outro dia, e dessa era certo, ia estar um dia de sol à Figueira e vento, nem vê-lo.
E eram os primos, e os avós, e a Emilia de bata e avental a chegar com o cabaz do almoço dos meninos e os termos ao xadrez com a melhor sopa de legumes que já comi na vida. E eram as garraiadas no casino ao domingo à tarde, e o meu terror que o garraio, touro enorme, saltasse outra vez as tábuas e, dessa vez, conseguisse chegar às galerias onde eu mordia, de medo, os braços da Adelaide. E as corridas de triciclos e o meu vestido cor de laranja "à espanhola", e os gelados na esplanada, os robertos na praia e os barquilhos ou bolacha americana. E era o meu pai a queimar-nos com os óculos e a explicar o efeito das lentes e do sol, e a mandar-nos contar os grãos da areia e a embirrar com o meu avô que não comprava o jornal e depois lia o dele. E eram os vestidos compridos da minha mãe quando ia para o casino e os soquetes brancos de renda que tinhamos de usar com os sapatos de verniz.
E eram os F todos, os cinco irmãos rapazes, mais os primos e as primas e quem mais por ali aparecia.
E praia foi também o Bergantin, e o Psidónio, e as sopas de cebola às seis da manhã no DOX, e o PedroF a dançar comigo e a cantar-me ao ouvido do you want to know a secret, do you promise not to tell?

E o mar. O mar da Figueira. As ondas do tamanho de prédios e eu e os rapazes lá no meio. O horror que sentia cada vez que mais uma muralha de água se levantava na minha frente e o Fernando mandava tudo mergulhar e o Pedro, sempre o Pedro, quase perdido no meio daquele mundo imenso, gritava Teresa, estás aí? E eu estava, morta de medo, mas sempre com a cabeça cá em cima, que ele não podia perceber. E o meu bronzeado era sempre mais bonito que o dele e para o ano, quando nos tornarmos a ver, vais ver que te vou ganhar outra vez.

E era o raio verde. O raio verde que nunca vimos, mas que um dia vamos ver. Tem é de estar um dia muito claro, e um céu sem nuvens, e todos na praia a vermos o sol a descer para o mar, porque é certo, toda a gente sabe, às vezes, muito às vezes, se alguma vez alguma vez foi, no último minuto, no último bocadinho de sol antes de ficar só mar, aparece um raio verde que vem de lá, do longe para onde o dia se foi e chega mesmo até à praia onde nós o esperamos.

E hoje, na Figueira onde não estou, mas onde a minha mãe conversa na praia com o pai F. e os F. perguntam por mim e os nossos filhos se fazem ao mar, tenho a certeza que a minha filha se vai lembrar do raio verde e vai ficar, na praia, com os amigos F., filhos dos F., filhos do pai F., à espera daquele momento mágico que ainda um dia, nós todos sabemos, vai acontecer.
Ou nos acontece todos os anos. Todos os Agostos. Todos os dias.
Na Figueira.

Homens lindos e que sabem fazer arroz.


James Oliver

Não podemos exportá-las?

A nós, há 40 anos, uma destas resolveu-nos um velho problema.

Não podiamos aproveitar o nosso saber de experiência feito e mostrar ao mundo como se limpam as casas?
Ao Kaddafi o Sócrates podia levar uma, como presente oficial, a próxima vez que fosse à Líbia.
Para o Mugabe, o Kim Jong, aquele da Birmânia com nome esquisito e muitos mais por aí, podiam ir por Express Mail.

E voltou a cumprir-se a tradição.

É sempre assim.
Beijinhos, abraços, boa viagem, foi muito bom terem cá estado, eu vou abrir o portão, não se preocupem, digam qualquer coisa quando chegarem, temos de nos encontrar mais vezes e sim, pois, eu apareço.
Subo o caminho até casa, arrumo as últimas chávenas de café, despejo um cinzeiro, acendo um cigarro e sento-me ao computador.
E pronto, lá está outra vez a bandeira do costume. É que é inevitável, eu já devia saber e avisar antes, mas na emoção das despedidas há sempre pequenos pormenores que me escapam e este, apesar de recorrente, é um deles. É que é certinho como o destino. Tão certinho como certo ser uma sorte este post, ou outro qualquer que eu fizesse aqui, não sair assinado por uma cabra, sim, mas não eu.

@na, querias que eu fizesse um postezinho em teu nome aqui no cabra ou podia ser no Fios? É que como deixaste isto tudo aberto não me custava nada, era só escrever umas coisas e pronto. Ou era só para andar por aí a papar capícuas nos comentários e ficares tu com os loiros?
Mas não te preocupes que foi tudo devidamente encerrado e, pelo menos desta vez, percebi a tempo. A tempo de não fazer misérias.
Pior foram os messenger que já me deixaram por aqui abertos. Que vontade tive de responder a dois ou três olás que me saltaram para a frente dos olhos quando eu menos esperava. O papa_figos, o Hulk ou mesmo o bonas_parte pareciam simpáticos sim senhor... Não fazia a mínima ideia quem eram e os olázes também não deviam ser para mim, mas esse é o encanto deste mundo virtual, ou não?
E os netlog? Nesses casos foi mesmo preciso atar-me ao mastro principal e fechar os ouvidos com cera, para não responder a tantos convites de sereias e arranjar um embrulho mais bonito que um presente de natal. Fiquei a pensar que talvez ainda me agradecessem tanto empenho e que terei feito mal em não ter dado um jeitinho dos meus.
Agora esperança esperança é que o Américo, o Amorim prontos, aceite o convitezinho para jantar cá em casa. É que nunca se sabe se não precisa de pagar a tvcabo no netbanco e o meu computador estará à sua disposição, pois claro. Cumpra-se é a tradição e deixe-me ele a página aberta e o login feito, porque ia ser a última vez que acontecia, de certeza. É que apesar de não parecer eu dou-me melhor com números.
Pronto, prometo que tirava um bocadinho e fazia um esforço para vos escrever um post. Do outro lado do mundo!

Festival do Caracol Saloio

Está em Loures e já se comeram num sei quantos milhões de caracois, mais num sei quantos litros de cerveja.
E parece que havia um Caracolódromo (onde faziam corridas?).
Eu não fui que não gosto, mas aqui parece que há muitos apreciadores, não foram?

Está visto - somos um país de doutores!

O primeiro doutor em surf é português.

Já se pode dizer que o surf também tem doutores. Miguel Moreira, de 38 anos, professor da Faculdade de Motricidade Humana e cientista desportivo, foi o primeiro investigador no Mundo a doutorar-se em surf.
A tese de doutoramento foi apresentada em Outubro de 2007 e aprovada no final do ano lectivo.
Em Janeiro, as escolas de surf disporão de um manual teórico, baseado nos oito anos de investigação. "Um trabalho inovador a nível mundial", diz Miguel Moreira.


Lixaram os putos. Agora vão ter de passar a andar com a prancha debaixo de um braço e os livros debaixo do outro...

O blog está deserto...

... só pode ter sido uma febre qualquer!



(mas será que andam a fazer estas figuras?)

O Internet Explorer passou-se!

Desde esta madrugada que está assim - blogs é mentira. Não abre nenhum e em nenhuma plataforma.
Primeiro ainda pensei que tivesse sido o meu PC a fazer mais uma gracinha. Depois percebi que havia mais gente a chiar, mas talvez fosse só com o Cabra o problema, sei lá, podiam ter corrido connosco por conduta pouco apropriada....
Mas não, não é só com o Cabra nem é só com os blogs do Blogger, que o Charquinho também não abre e ele é cliente do sapo. O que tem graça é que nem mesmo o Aspirina, que tem domínio próprio, abre. A embirração do IE é com blogs e pronto. Alguém decidiu que andávamos por aqui a mais.
Decidiram? Então fiquem com as vossas decisões que eu voltei para o Flock. E quem diz Flock diz Firefox ou Netscape. Qualquer um destes browsers não está armado em esquisito, ou resolveu dar ouvidos aos chineses, e deixa-nos navegar à vontade pela blogosfera sem nos atirar com relatórios de erro e nos barrar a a entrada.
Gates, passa bem que eu já me mudei para o Flock!

(Se conseguirem ler este blog com o Internet Explorer importam-se de deixar uma nota na caixa de comentários?)

Ai tantos...

Alguém imagina o que é chegar a casa e ver que tem a roupa toda das 4 estações espalhada pelo chão e a louça de cinco jantares bem regados em cima da banca? Foi exactamente assim que eu me senti agora...

Entre caracóis e caracoletas que li não sei onde, passando pela Maria da Fé, pela Maria Teresa e pela alma que acho ser a do Santo, as vizinhas da @na e as bifanas que estão dentro do armário do Shark que tem campainhas e não engole que lhe chamem nomes feios, sei ainda que falaram de uma juíza que não tem juízo e que eu sou uma cabra porque vou de férias. Alguém anda à procura de sítio onde dormir, mas não em Celorico, que fica um nadita ao lado. Um vomitou no duche e a outra está cheia de cicatrizes. Também ainda não sei quem é o marujo (ah! já me lembro) com quem um ou uma quer jantar (eu não vou e não justifico!), e uma iluminada ainda sugeriu qualquer coisa da Bobone, que felizmente caiu em saco roto!... Sei que continuam a dar-lhe com as sevilhanas, mas ele ainda não esqueceu as suecas. Passou por cá um jardineiro, mas ao que parece sem florinhas para regar e o outro, que não tarda fica o papa (no mais puro sentido, não no bíblico!) gaijas. Bem, estou de férias, essa é que é a verdade, e estou condenada a passá-las aqui, sentadinha, a ler as restantes cabronices.

Os anos da música

Confesso que sou nostálgico neste ponto. Ainda prefiro que me saia aleatoriamente da caixa dos CDs no carro o Get Yer Ya Yas Out do que a Kate Perry. Só que depois a porca torce o rabo quando é preciso fazer o Top Ten (até o Top100 é muito complicado).
Os 60s são imbatíveis, mas recordam o Dark Side? E o Crime of The Century? Claro o Thriller. Like a Virgin?
O nosso boom, o Rui a puxar os óculos para cima envergonhado e dedilhando o Afurada, cruzar os braços e fazer gestos feios com os dedos ao som dos Contentores. Berrar os piiiis "Do Teu perfume..."
Estou agora a ouvir Vinicius, curiosamente com alguma vontade de ir para Paredes berrar com os Sex Pistols. Mas gosto da Amy. Estava, o CD passou para a Diana Krall, mas tocou Djavan e Caetano e Chico e ainda promete lá para a frente a Elis.
Pois, o ecletismo aqui também marca os seus pontos. Ainda arrepia o Povo que Lavas no rio na voz da Amália enquanto as mãos gostam mais do Homem do Leme em Lá menor. Smooth do Carlos ainda é dos que impede de permanecer estático, impossível. Mas os Buraca também não ficam assim tão longe quanto isso, surpreendente. Boss AC?
Olhando a volta aqui deste cantinho os anos andam próximo, será que as músicas também?

Não se poderia obstaculizar a senhora?

Chama-se Ana Gabriela Freitas é juiza no Tribunal de Felgueiras e, pelo que parece, não gosta de ciganos. Muito bem, está no seu direito, que eu também não gosto de fígado e gostos não se discutem. O problema é que eu não sou juiza e, se o fosse, não iria dizer que o homem do talho, apanhado com a mão na massa, só podia ser má pessoa porque era ele que fornecia as iscas aos restaurantes das redondezas.
Esta meretíssima é que parece não estar nada ralada com esses pequenos pormenores, que se não gosta não gosta portanto vá de o dizer. E de o escrever. E escreveu-o, numa sentença de um Tribunal Português, na qualidade de Juíza, e enquanto representante da Justiça. E eu, que apesar de não gostar de iscas gosto ainda menos que digam ou escrevam barbaridades em nome de um Estado que também é o meu, vou ficar à espera que alguém peça desculpa porque eu, aqui, e em meu nome, peço-as a todos os ciganos que não têm culpa de a justiça deste país estar entregue a gente que, em nosso nome, diz isto deles e o escreve numa sentença:
Só mais um pequeno pormenor sobre esta juíza.
Em 2005 era ela que estava à espera de uma tal Fátima que, apesar de ter o nome lá da terra, se tinha andado a passear pelo Brasil onde sempre tinha mais sol que na cela onde a quiseram meter. Pois esta juíza, dizia eu, quando apanhou a Fatinha na frente não lhe chamou marginal nem sacoazul-dependente. Não, nada disso, que afinal a senhora nem tinha uma extensa prole, portanto devia ser boa pessoa. Assim sendo, limitou-se a proibi-la de tornar a viajar para o estrangeiro considerando que, qual Houdini de Felgueiras, "a fuga tinha sido só aparente"...

Não sabem que inventar mais para virem parar ao Allgarve...


Os passageiros estão a salvo? Eles que esperem até o Mendes Bota começar a cantar...

Guerra dos Sexos

Ainda há pouco ouvi uma boca, tipo, "mas os desempregados vão de férias de quê?". Os desempregados não sei, mas as desempregadas não vão simplesmente de férias. Vão com os outros de férias. As mulheres têm geralmente os penduras todos às costas, filhos, mães, sogras, maridos, e se vão de férias continuam a fazer o que fazem o ano inteiro. A não ser que sejam ricas. Mas aí não interessa serem desempregadas.

"A minha mulher está em casa, não trabalha". Pois não. Só leva os filhos à escola , faz compras de comida, leva sogros e mães ao médico, animais ao veterinário, paga impostos, leva o carro à oficina, limpa e arruma o espaço doméstico, cozinha, vai buscar filhos, leva filhos às actividades extra escolares no outro extremo da cidade, faz o jantar, arruma a cozinha... E se tiver sorte tem um marido que "ajuda" , pois o dever é dela, ele é que é tão moderno que até põe a mesa e dá banho aos miudos.

Mas os homens são muito úteis, são práticos, na sua meticulosidade. Fazem uma coisa de cada vez, levam o dobro do tempo que nós levamos, mas consideram todas as possibilidades de modo a sair barato e bem feito. Eu por exemplo, dizem-me que tenho os pneus do carro carecas.
Como pessoa prática que sou, vou logo à garagem que há no estacionamento do centro comercial, vem o dono e diz que preciso dos quatro, estão mesmo mal, vai encomendar, custa 540 euros com alinhamento de direcção e mais não sei quê e tal e demora uma hora, até posso almoçar ali no centro e tudo. Ok, é pra já, marque aí para amanhã. Depois começo a falar com amigos homens. " Ah, mas isso é muito caro, conheço um sítio ali pró Cacém, onde é mais barato", e outro e "eu tenho um amigo que tem um amigo que arranja pneus mais baratos."... E finalmente um mais despachado pergunta-me o nº dos pneus e vai à net e manda-me sites com comparações de preços, e telefones. E eu telefono, e há aqui perto de casa mais barato, e vou lá e o rapaz que não é o dono diz que só preciso dos pneus da frente e faz na próxima semana com tudo incuído 207 euros. Boa. Afinal até dá jeito ser mais "homem". Mas com o tempo isso deve-se aprender.

Eu é que estava habituada a fazerem as coisas por mim, as coisa importantes. Que as do dia a dia continuo a fazer, e só tenho um emprego, doméstica, pobres das que trabalham fora também.
Mas eu faço uns biscates e o meu sonho é trabalhar fora todo o dia. Se calhar também me chateava, mas já o fiz, e realmente chateava, mas sempre se sai e ganha dinheiro, e diminui um pouco a guerra dos sexos. Ou aumenta?

Parole, Parole, Parole, take 2

Afinal ainda não se cansaram de falar, que pelo que parece as palavras não se gastam, apesar de já começarem a faltar.
No dia 9 de Julho fiz um post Parole, Parole, Parole, sobre a Eluana que nesta história toda é a única que não fala mas a quem toda a gente quer tirar palavras da boca.
A Eluana está há 16 anos ligada a uma máquina, em coma profundo, e o pai da Eluana quer a máquina desligada que a Eluana já se desligou há muito.
Apetecia-me dizer que aquela máquina já não é um suporte de vida mas é toda a vida da Eluana, só que eram mais umas trocas de palavras na vida sem palavras com que o destino trocou as voltas da vida da Eluana.
E por mais que eu queira ver por aqui humanidade, só consigo encontrar palavras. E a falta delas.

A notícia de hoje vinha no Jornal de Notícias e o título é mais um jogo de palavras. Um jogo que todos querem jogar e que fala de vida e de morte e de leis e de homens e de deuses e onde todos se arrogam o direito de dizer uma palavra e de pôr essa palavra na boca da Eluana. E a Eluana, neste jogo todo, também já é só mais uma palavra, que nem uma memória, no jogo das palavras, lhe dão o direito de ser.

Fica a notícia toda, mais uma vez sem mais comentários. Excepto à morte aspeada do título. É que quando até já as palavras começam a faltar embrulham-se assim e o jogo continua...

Tribunal impede pai de "matar" filha em coma.

O Procurador-geral de Milão recorreu da decisão da Justiça italiana de autorizar um pai a retirar a alimentação à filha, em coma há mais de 16 anos, relançando o debate sobre a eutanásia. Na primeira decisão, os juízes consideraram que a mulher preferia morrer a ficar em estado vegetativo.
O recurso pede ao tribunal para anular o julgamento de 9 de Julho último que autoriza o pai de Eluaba Englaro a interromper "a hidratação e alimentação forçada" que mantém com vida a filha de 36 anos, que entrou em coma na sequência de um acidente de viação a 18 de Janeiro de 1992.
O procurador-geral considera que os juízes "não estabeleceram com objectividade suficiente a irreversibilidade do estado vegetativo permanente" de Eluana Englaro e pede a suspensão imediata desta decisão, afirma a imprensa italiana citando meios judiciais milaneses.
Os juízes que analisaram o recurso afirmaram que estava provado que "o estado vegetativo permanente era irreversível" e que a jovem mulher "teria preferido morrer que ser mantida com vida de forma artificial" se tivesse podido exprimir-se.
O tribunal considerou estar provado que “o estado vegetativo permanente era irreversível” e que a mulher, caso pudesse falar, “teria preferido morrer que a ser mantida viva de forma artificial”.
O recurso do procurador-geral impede a cessação do tratamento administrado a Eluana num hospital de Lecco, norte de Itália.
A família Englano pede à Justiça, desde 1999, que deixe morrer a filha, mas boa parte da classe política italiana e a Igreja católica opõem-se fortemente contra a eutanásia e contra esta decisão.
O Vaticano reagiu, através do monsenhor Rino Fisichella, presidente da Academia Pontifícia pela Vida, considerando que a justiça italiana tinha justificado "de facto um acto de eutanásia".
O caso de Eluana chegou quinta-feira à Câmara de Deputados, com uma maioria dos deputados a considerar que os juízes não tinham competência para se pronunciar sobre as modalidades do fim da vida que reclamam ser da competência do legislador.

Também sempre achei que isso de andar a passe(a)r* o cão só podia ser pouca vergonha.

A autoridade começou a enviar cartas com esta determinação aos locais onde se vendem os bichos. O chefe da «Mutawa» na capital saudita, Ozman al Ozman, explicou que a medida responde a uma ordem do emir de Riade em funções, príncipe Sattam bin Abdelaziz, que «proíbe a venda e a compra de cães e gatos, assim como a presença destes animais em espaços públicos, na companhia dos seus donos».

A disposição do príncipe baseia-se num decreto religioso, que, até à data, não tinha sido posto em prática. Justificando a sua aplicação agora, o chefe da polícia religiosa, Ozman al Ozman, invocou o «crescente número de jovens» que «começaram a acompanhar os seus animais para lançar piropos às adolescentes e incomodar as mulheres em locais públicos, especialmente em centros comerciais».

* Três dias depois, muitos comentários depois, e tinha de ser o meu guru a ver a porcaria que estava no título...

Sonhos de Verão.


Ter esta cabra aqui no curral...