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Politicamente (In)Correcto.

Lembram-se de quando o Lucky Luke ainda fumava? Eu lembro e não gosto que andem a mudar o meu mundo em nome de supostas sensibilidades e protecções ridiculas. Acho que todos nós conhecemos, desde muito pequenos, a história do velho ( ou deverei dizer idoso?), do rapaz (ou criança?) e do burro (ou animal simpático em vias de extinção?) e sabemos que agradar a toda a gente é tarefa impossível.Também sabemos que o uso em excesso de antibióticos faz mais mal que bem, que em lugar de matar o que deve ser morto, depressinha e sem consequências de maior, só cria bactérias mais resistentes, habituadinhas aos remédios, e a tuberculose aí está outra vez, em força, esfregando-nos na cara os disparates que temos andado a fazer mas nos recusamos a ver.

Não gosto do "politicamente correcto". Não sei por onde passa a linha da correcção e não sei em nome de quê nascem estas políticas, em que gabinetes escuros se decide o que é certo e errado. Na minha imaginação galopante vou até ao fundo deste caldeirão que ferve e vaza e encontro fardas e cruzes suásticas a decidirem o correcto da política e a reescreverem a história com banhos de gás e vejo a Santa Inquisição a queimar livros e gentes por não dizerem Amen com os outros. Todos cheios de boas intenções, claro, e sacrificando-se pelo bem comum.

Ontem, ao ler a Sábado, descobri que há muito mais gente como eu, farta de rebanhos e farta dos punhos de renda que nos querem obrigar a usar. E gritando, alto e bom som, que a ditadura do correcto pode ser mais perigosa ainda que o tal cigarro nos lábios do Lucky Luke. Criaram um site e dedicaram-se a expôr os ridículos e os perigos deste branquear dos costumes. Deixo o link e um dos exemplos que lá encontrei da fúria dos que, armados de tesoura e cola, vão reescrevendo a história perante o nosso silêncio, que ninguém se arrisca a dizer que o rei vai nu...

Campaign Against Political Correcteness

Enid Blyton biographer condemns changes to children's books
26 June 2006

Enid Blyton's biographer - Barbara Stoney - backed by the Enid Blyton Society has accused publishers of bowing to political correctness. Some characters in Enid Blyton's books have been changed - some examples of the changes are listed below:

Dame Slap becomes Dame Snap
Bessie (a black character) becomes Beth (a white girl)
Fanny and Dick become Frannie and Rick

Posso chamar-lhe papá?

Quando era miúda os meus pais não me deixavam fumar, nem dormir por aí com este e aquele sem cuidado nenhum, nem andar na bisga no carro dos amigos, nem beber da aguardente do alambique do Sr. Manuel, nem faltar às aulas, nem comer doces dados por estranhos, nem sair de casa sem saberem por onde andava, nem dizer és bom comó milho se visse um gajo giro, nem nem nem...
Agora que finalmente achei que podia fazer isso tudo, vem o filho da mãe do estado dizer-me que não.
Tanta coisa para ficar mais velha e afinal para quê?

Nem criacionismo nem evolucionismo - Burocratismo...

Deixem-me ter tétano à vontade...

"Time" escolhe Putin para personalidade do ano 2007. Decisão justificada num artigo intitulado “Escolher a ordem antes da liberdade”

Nos tempos em que nas escolas se falava mais de política do que propriamente se estudava, a Ana Paula, professora de História, explicava-nos como o irmão tinha sido esperto por ter ido tirar um curso para a Bulgária, um país onde toda a gente tinha as vacinas em dia. Sorria de orelha a orelha enquanto nos contava que se não fossem ao centro de saúde iam buscá-los a casa e vacinavam-nos à força.
Ele há coisas de que nunca nos esquecemos e, no meu imaginário, a Bulgária será sempre um país de batas brancas a arrastar os atrasados das vacinas pelas escadarias dos prédios.
Parece que há hábitos que não se perdem e sentidos de humor que não se percebem...