Ter vinte e dois anos é bom e mau (como tudo na vida)
Até porque a vida é boa. Mas também é má. O bom é facil, não custa e quase nunca dói.
Tinha dezassete aninhos, dei a volta a mil e uma situação e embarquei no novo Mundo. Eu, sozinha, à minha responsabilidade. Viver como queria viver. À minha maneira, no meu Mundo (ainda hoje sou assim). A achar que estava preparadissíma para o abraçar.
E até estava. Tive juízo, muito juízo. Não caí em nada que não devesse ter caído e tinha toda a liberdade do Mundo. Fácil, não me dava gozo fazer qualquer coisa que não pudesse fazer. Isso não existia no meu dia-a-dia.
Fui feliz, muito feliz. Nariz empinado, super segura de mim, e com um orgulho imenso por me estava a safar sozinha.
Mas, porque em tudo na vida há um MAS/SE, não tive uma teresa qualquer na vida. Uma mãe daquelas que nos oferecem presentes e dão um beijo de boa noite...
E, hoje, saber fazer isso é complicado...
Um dia caí e desde esse dia nunca mais me levantei.
Continuo a ser segura, mas com mil e duas duvidas. Aquela garra que tinha para lutar e vencer, aos poucos foi-se... Escapou-se-me entre os dedos.
É então que entra uma teresa qualquer na minha vida e me ralha quando tem de ralhar e faz-me rir quando quero chorar.
Mas a força, essa, não mais voltou. E cada dia que passa sinto-a mais perdida!
Agradeço a todas as teresas quaisquer que existem no Mundo.
Fortes, inteligentes, seguras de si mesmas.
Mães que sobrevivem sozinhas, com as proprias sombras e marcas e a saberem que nem tudo está perdido...
Pensei que era assim, mas nem para tudo chega ter vinte e dois anos e ser "bonita".
O levantar, erguer a cabeça, não existe mais.
Desculpem por desiludir. Sei que sempre acreditaram que eu era forte, mas a força alguém a levou.
Não quero, não quero mais continuar aqui, neste caminho.
Há 5 meses