Amor de Abril
Escorrega por mim. Não te deixes ficar assim, encharcada, à mercê do frio de uma madrugada que vivermos a dois num Verão sentido muito depois de o Outono terminar. Na nossa cama, onde podes agora transpirar o amor estival que acontece normal quando sentimos a pele gritar pela outra que lhe falta e nos encostamos até o calor começar a incendiar-te o olhar com que me devoras por antecipação.
Segura por instantes a minha mão e faz de mim a tua marioneta, conduz-me sem pressa à porta mais certa para entrar em ti, molhada, já sem frio numa madrugada que vivermos a dois num espaço qualquer.
Nesse corpo de mulher de fogo coberta do suor libertado pelo amor que me deixa perplexo quando nos entregamos ao sexo como dois amantes sem mais folhas no calendário, empenhados no seu melhor.
Quando o meu prazer libertário apela à tua revolução interior.









