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Claro que não falo por mim...

Se perguntarmos a qualquer mulher quais são as coisas que aprecia mais num homem é certo e sabido que irá enaltecer um conjunto de atributos de natureza psicológica e comportamental, podendo até algures referir aspectos físicos como o charme ou o desenho bem torneado dos abdominais. Mas dificilmente nos deparamos com a sinceridade de referirem de forma espontânea o tamanho da pila como um argumento de peso nas suas apreciações.
No entanto, são raras as mulheres que desmentem o pressuposto de que size matters quando confrontadas de forma directa com a questão.

Os homens, regra geral, convivem de forma complicada com a fita métrica estampada nos olhares femininos. É inevitável que nos sintamos constrangidos quando percebemos essa avaliação a olho, sempre receosos de uma constatação a que fugimos como o diabo da cruz.
Desde tenra idade aprendemos a conviver com essa realidade inolvidável que pode tornar-se um tormento quando percebemos que os há com pilas maiores do que a que a natureza nos concedeu. Sentimos quase como um factor determinante a questão do centímetro a menos na masculinidade que nos instam a provar a todo o instante, deixando para segundo plano tudo o resto que nos caracteriza (inclusivamente a maior ou menor capacidade para o manter em pé).
Aliás, a receita infalível para nos destroçar a virilidade é precisamente o olhar desconsolado ou, ainda pior, a menção sincera e directa à dimensão exígua do nosso membro viril.
Qualquer homem confrontado com essa experiência traumática sentirá dificuldade em reprimir um olhar de esguelha para os instrumentos dos parceiros de ocasião no urinol e haja quem me desminta neste pressuposto...

De resto, sempre estranhei a fixação da maioria pelas mulheres virgens até enquadrar a coisa nesta questão do tamanho. Realmente, um gajo que goste de sexo só pode querer virgens para assim evitar o papão dos termos de comparação que o inferiorizem. É muito competitiva a atitude dos machos nesse particular e ninguém gosta de perder num campeonato tão determinante para a felicidade do macho comum.
Claro que a maioria das mulheres, umas baris, tenta disfarçar essa desilusão como a sentem e até a desmentem com elogios forjados na sua bonomia ou na consideração que sintam pelo parceiro que lhes calha. Mas isso não invalida que nós gajos fiquemos sempre com a nítida sensação de que ficamos à mercê da sua capacidade de iniciativa para buscarem noutros melhor dotados a parte do consolo que nos é fisicamente impossível prover.
E isso explica, por exemplo, o sucesso a nível mundial dos enlarge your penis que enxameiam as caixas de email.

Resta a qualquer gajo com uma pila pequena ou mesmo de dimensão normal a esperança de que o seu maior empenho e dedicação possam de alguma forma compensar o tamanho que lhe falta para preencher o imaginário feminino nessa matéria, o mesmo fenómeno que deverá ocupar os medos e as inseguranças de uma mulher com mamas pequenas ou uns glúteos que quando apalpados nem consigam encher a palma de uma mão.

Porque é que isto me fez pensar em sexo?

Eu sei que quando uma pessoa enfia a viatura pela retaguarda de outra chama-se a isso uma traseirada.

Mas quando a da frente faz marcha atrás e se vem enfaixar de traseira no focinho do nosso automóvel que nome se dará a isso?

Perguntar não ofende

Cada pessoa possui mecanismos de desejo e critérios de avaliação distintos, possui uma percepção muito sua do que um parceiro sexual representa. Para além disso, existem as emoções e o seu peso indesmentível na forma como sentimos o outro.
E ainda entram a jogo os impulsos do momento, as conjunturas (a ocasião faz o ladrão...) que nos levam a literalmente abraçar determinada pessoa sem termos sequer uma definição clara daquilo que a faz.
Ou seja, acaba por ser quase impossível obter um consenso na hora de explicar o que nos move, o que nos empurra para esta ou aquela pessoa que (tantas vezes...) nem possui o perfil que encaixa no padrão que entendemos ideal.

Contudo, deixo o estudo do sexo dos anjos para outra oportunidade.
O intróito serviu apenas para vos ilustrar a multiplicidade de variáveis que nos influenciam na selecção dos parceiros e que em boa medida impossibilitam qualquer tipo de conclusão universal, até porque em matéria de sexo somos todos algo imprevisíveis quando confrontados com a conjugação “perfeita” das situações e das emoções que por vezes nos cegam.
Essa visão toldada que por vezes nos encaminha (prá caminha) rumo a alguém que nem seria a nossa primeira opção não parece, no entanto, diminuir a nossa capacidade de avaliação daquilo que experimentamos com outras pessoas e, acima de tudo, daquilo de que gostamos e temos por certo como a nossa preferência. Conseguimos sempre formular uma opinião acerca do que vivemos com alguém na cama e acabamos por fazê-lo à luz da tal noção que é só nossa do que tomamos por melhor para nós.

E agora, para acabar com a conversa de treta e porque o que eu queria mesmo saber era isto, coloco-vos a questão:

o que distingue afinal uma boa cama? (E não me venham com as madeiras em mogno e os colchões ortopédicos...)

Boas abertas

Perguntem a mil homens qual é a sua expressão meteorológica preferida e apenas meia dúzia poderão, distraídos ou assim, optar por outra que não a que titula esta posta.

De resto, perguntem a mil mulheres qual é a expressão meteorológica preferida pelos homens e a estatística será praticamente a mesma. (E sim, esta frase também me soou a dejá vu). O português não cessa de nos surpreender pelo seu potencial traiçoeiro. Contudo, nem irei bater nessa porta.

É pela mentalidade implícita no sorriso que de imediato desponta nas caras da rapaziada quando se fala de um céu nublado com algumas (abertas e boas) clareiras de céu azul que eu, um homem diferente dos outros e por isso montes de especial no meu modesto mas realista entender, me sinto movido a dar razão à minha tripeira preferida e a acrescentar mais uma posta a esta profícua segunda-feira no Cabra.

Em que me distingo eu e porque me assumo minoritário nesta questão aparentemente isenta de polémica? Isso de pouco vos interessará. Mas se eu vos disser que apesar de gostar de boas (clareiras de céu azul) e de preferência abertas (porque se fossem fechadas de pouco interessava que fossem boas) tenho outra expressão meteorológica preferida que não as dos machos comuns dos quais me distingo por muito mais motivos do aqueles que saltam à vista, curiosity killed the cat, talvez encontrem alento para prosseguir a leitura.

Esta peculiaridade, mais uma, assenta num raciocínio profundo, a par com aquilo que o meu instinto másculo e viril (os instintos também têm pila, ou estarei a exagerar na adjectivação?) suscita na hora. Abertas sem serem boas são apenas um remedeio para quem aguarda ansiosamente o Verão, boas sem serem abertas de pouco mais servem do que consolos para a vista quando tentamos vislumbrar o céu e boas abertas podem constituir um ícone da felicidade masculina mas constituem uma falsa questão. E porquê? Precisamente porque uma boa pode ser aberta sem ter nada para mostrar. Concretizando: só sabemos se a melancia é madura (realmente boa) depois de aberta. Que é como quem diz depois de explorado o respectivo interior (a fruta também tem uma atitude, uma personalidade, e isto di-lo alguém que efectivamente gosta da fruta) para podermos depois avaliar a coisa (o estado do tempo) na sua verdadeira dimensão.

E por isso a minha favorita em termos meteorológicos é a de cone do furacão.

Depois deste desperdício de palavras e do vosso tempo, não me peçam para explicar porquê…

Homens de saias

Uma notícia avançada pela RTP deu-me a conhecer a existência da Associação “Homens de Saias” (Hommes en Jupe, no franciú original), cuja pretensão relega desde já para confrangedor segundo plano a minha tentativa de reclamar respeito e consideração pelas pessoas com pila e que mijam de pé.
De facto, o referido projecto visa exigir ao mundo que aos homens seja permitido usar saia da mesma forma que às mulheres foi, a custo, concedido o “privilégio” de usarem calças (o que até faz sentido por nem sequer disporem de penduricalhos que umas calças possam atrofiar). Ou seja, trata-se da reclamação de um direito, da pugna pela igualdade que parece ser reclamada só para algumas e apenas em matérias restritas que não impliquem a perda de qualquer regalia tradicional do género em apreço.

Claro que dificilmente poderia passar-me ao lado esta questão, dado que sempre fiz a apologia da liberdade do balançar sem restrições. E aqui dirijo-me directamente aos calções, por exemplo e para rimar também, que uso tão largos quanto possível à semelhança das cuecas que já aqui abordei.
A minha posição nessa matéria é clara: se os homens já usam rabo-de-cavalo, brincos, maquilhagem e outras antigas imagens de marca do sexo oposto, porque não haveriam de usar saias para poderem exibir a excelência da respectiva depilação nos membros inferiores?
Só quem não sabe o quanto custa (fazê-la e pagá-la, ao que sei) uma remoção dessas pilosidades horríveis que dantes nos distinguiam uns das outras, pormenores insignificantes e assim, poderá não abraçar a causa desta rapaziada com costela de escocês.

Muito gostaria de ver a referida associação abrir uma filial neste caloroso país do sul, cujo clima tanto favorece as correntes de ar libertárias entre joelhos e certamente daria origem a uma saudável discussão acerca do melhor padrão a adoptar tendo em conta a moda nos tons das gravatas e o grau máximo de coloração da pele que um solário consegue obter sem transformar a pessoa num boneco de feira.
No entanto, não querendo de forma alguma estigmatizar a louvável iniciativa dos meus homólogos franceses na sua eventual instalação neste país de brandos costumes, dá-me a sensação de que o facto de o linque patrocinado que no Google aparece quando introduzo como critério a expressão “homens de saias” ser www.gaylog.com e vir titulado como site gay gratuito pode indiciar alguma resistência à mudança por parte dos machos latinos tradicionais.

Isto porque há gajos que jamais aceitarão uma moda que os obrigue a arriscar exibir em público (ao passarem por cima de um ventilador do metropolitano ou assim) as suas cuecas de ir ao médico ou, ainda pior, as ceroulas que não dispensam nos rigores do Inverno desde o dia de Natal da década de 70 em que lhes foram oferecidas.

HOJE É DIA DE FESTA

O Cabra de Serviço está de parabéns!

A nossa fundadora, a nossa mentora, a nossa musa, a nossa Chefa cumpriu hoje o seu xº aniversário. (Substituam o "x" por trinta e picos...)
E isso para além de ser um marco histórico é um facto que enche de alegria os nossos corações.
(Eu sei que soa lamechas, mas está na altura da renovação de contratos...)

Da flagrante discriminação sexual no wc comum

Foto: Shark

Ainda na continuação da saga de temas vitais para a Humanidade em geral e para os machos da espécie em particular, coloco-vos hoje perante mais uma daquelas questões relegadas para um segundo plano que a sua relevância no nosso quotidiano não permite tolerar.

Será fácil a qualquer dos nossos leitores mais exigentes rotular o presente post como mais um texto acerca de assuntos de merda, algo que de resto o próprio tema justifica por si, pelo que proponho a quem não defina as prioridades com o mesmo critério que passe de imediato ao post seguinte.

Contudo, e agora que conto apenas com quem confia na minha avaliação de pertinência, passo a desvendar o tema do presente e que incide na flagrante injustiça de não ser obrigatória a instalação de urinóis a par com as sanitas nas casas de banho dos apartamentos comuns. Parece secundário apenas para quem se senta habitualmente, mas nunca o será para quem, mesmo com uma bebedeira descomunal, tem que acertar a mira no espaço ridículo que uma sanita oferece para uma mija masculina como deve ser.

É que qualquer gajo sabe o quanto nos apraz usufruir desse momento de libertação sem condicionalismos e até não desdenhamos o movimento de vaivém para, por exemplo, desenharmos qualquer coisa no chão (solo arenoso serve melhor o propósito).

E a isto acrescentamos o abominável cliché, que estará até na origem de alguns divórcios, da tampa da sanita que só serve para estigmatizar gerações de pessoas com pila e criar mais um factor de pressão no momento de afinar a pontaria. Para o gajo que mija são demasiadas coisas em que pensar.

Assim sendo, e dado tratar-se de um constrangimento que enfrentamos diversas vezes ao dia, julgo que todos temos que pugnar pela melhoria das condições sanitárias para quem urina de pé. Não só porque a vontade que dá é um gajo aproveitar enquanto passeia o cão para se passear a si próprio atrás de uma árvore ou de um candeeiro de rua, mas porque mesmo as mulheres devem abraçar esta causa que lhes poupará tantos pingos que qualquer sacudidela mais vigorosa pode acarretar.

É uma questão humanitária de suma importância, contrariamente ao que se possa numa primeira análise pressupor.

E se não perceberem bem onde está o problema de nos confrontarmos com louça sanitária mal concebida, aberrante até, quase parecerá natural que passem a aceitar como solução generalizada, por exemplo, a que ilustro mais acima...



Por falar dessa água...

Estive a ver uma jornalista na SIC (na RTP, mil perdões...) a dissecar com mestria a informação existente acerca dos factos ligados ao Freeport, revelando à vontade e entendimento perfeito nestas coisas da corrupção política e dos abusos de poder.

Será preconceito, ter sentido um ligeiro desconforto (mais assim uma espécie de cócegas nos cantos da boca) por se tratar da Sandra Felgueiras?

Serão mesmo burras ou é boato?

Foto: Shark (a partir de imagem da RTP1)

É um facto que algures a malta de cabelo louro ganhou uma reputação de que não se livra tão depressa. E eu, que rejeito distinguir a capacidade das pessoas em função da cor da pele ou da largura das ancas (isto é só para dar um exemplo), dou comigo a pensar (sou moreno, claro) neste preconceito de cada vez que observo uma loura escultural.
E esforço-me por estudar os, vá lá, comportamentos e, digamos, as formas. De pensar e de se exprimirem, claro. Assim de repente não me saltam à vista os indicadores que comprovem a teoria em voga, pelo que gostava que no Cabra pudessemos contribuir para a confirmação ou para a desmistificação deste pressuposto tão arreigado no pensamento colectivo.

Claro que isto não é um problema da maior relevância para o mundo em geral e para mim em particular.
Mas é um pretexto tão bom como outro qualquer para justificar uma observação mais atenta da espécie em causa.