Ao contrário do que fiz em anteriores ocasiões, prestei alguma atenção aos resumos que a Imprensa tem preparado acerca da campanha eleitoral para as Europeias.
No fundo, acho que buscava argumentos para votar seja em quem for neste plebiscito que pouco parece interessar à maioria dos que nele podem participar. E por isso prestei atenção a todos eles, sem excepção, tentando vislumbrar as diferenças entre si em matéria do futuro desta União que me soa estrangeira, nos moldes, nas restrições e mesmo nos milhões que tudo aquilo movimenta.
Em causa está o modelo de construção para a Europa que queiramos ou não está a acontecer aquém fronteiras também e nem sempre da forma que sentimos melhor. Mas estão também as regalias de uma classe que passámos a sustentar num outro patamar e por isso justifica o escrutínio atento das suas capacidades e das suas ideias, sobretudo para afastar o fantasma da prateleira dourada em que o cargo em disputa parece ter-se transformado nos partidos nacionais.
E por isso prestei mais atenção à campanha eleitoral, tentando descobrir as diferenças, desde a do MMS à do partido no poder.
Nem uma referência consegui encontrar acerca das questões europeias e fartei-me de ver mais do mesmo, repetido o nó na garganta que enfrento de cada vez que preciso de votar e escasseiam as opções.
Mas se calhar fui só eu, que de política enfim...