Acusados. Este foi o veredicto final dado ontem a Jorge Sampaio e a Durão Barroso (na altura Presidente da República e primeiro-ministro) por terem permitido atentados contra os direitos dos animais, nomeadamente dos touros de touradas. A par destes políticos, o Tribunal Internacional dos Direitos dos Animais, em Genebra (Suíça) - um órgão informal cujas penas são meramente simbólicas mas que têm força de lobby -'condenou' também o primeiro ministro espanhol, José Luis Zapatero, bem como o presidente e o primeiro ministro franceses, Nicolas Sarkozy e François Fillon.
Entre as punições virtuais - os arguidos eram acusados de cometer cerca de 60 crimes contra os animais - o tribunal apelou ainda ao Papa Bento XVI "para dar força à bula De Salute Gregi Diminici du Pape Pie V, ainda em vigor e que condena, sem apelo, a tauromaquia". Ao Papa foram ainda pedidas directivas claras para os espectáculos "sangrentos e odiosos, que são as corridas, e devem ser condenados.
Ao fim de quatro horas de audiência, o júri, presidido por Franz Weber - dono da fundação com o mesmo nome e promotora desta acção simbólica -, decidiu ainda solicitar ao Parlamento Europeu a organização urgente de um referendo que permita que "a maioria das pessoas anti-corrida se possa exprimir".
Entre as intervenções, desde a equivalente a uma procuradora do Ministério Público, à advogada francesa Caroline Lanty, passando pelos "advogados de acusação" dos três países da União Europeia onde são permitidas touradas - Portugal, Espanha e França - e pelo advogado de defesa, todos 'condenaram' os 'réus'.
Os jornalistas viajaram a convite da Fundação Franz Weber.
Ao fim de quatro horas de audiência, o júri, presidido por Franz Weber - dono da fundação com o mesmo nome e promotora desta acção simbólica -, decidiu ainda solicitar ao Parlamento Europeu a organização urgente de um referendo que permita que "a maioria das pessoas anti-corrida se possa exprimir".
Entre as intervenções, desde a equivalente a uma procuradora do Ministério Público, à advogada francesa Caroline Lanty, passando pelos "advogados de acusação" dos três países da União Europeia onde são permitidas touradas - Portugal, Espanha e França - e pelo advogado de defesa, todos 'condenaram' os 'réus'.
Os jornalistas viajaram a convite da Fundação Franz Weber.
Dois ou três reparos:
- quantas sacas de comida se comprava com o que custou esta palhaçada? Há gente a morrer de fome, não há só touros nas arenas (este está ao nível do tal julgamento, baixinho, portanto!)
- porque será que a Praça de Touros de Albufeira deve ser a que mais corridas faz por ano? Ainda as outras não abriram e já esta está cheia. Será que os algarvios são assim tão aficcionados?
- A Dinamarca não faz parte da UE? Tenho uma vaga sensação que sim. E não é considerada um dos países mais "civilizados" e desenvolvidos do mundo?
Muito bem, fiquem com as Ilhas Feroe. Região Autónoma da Dinamarca. Festa dos Rapazes. E não me chateiem com as touradas do terceiro mundo. Reparem só como aqui são civilizados.





