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A argola na carola

Ontem, por mero acaso numa película que observava distraidamente no âmbito de uma análise científica ou assim, dei de caras com a primeira pila com piercing que me entrou pela vista.

E confesso-me perturbado, ao ponto de ter que expurgar o desconforto numa posta.
Reparem, eu sou da escola clássica, a dos gaijos que tratam a sua pila como um órgão sensível e delicado (por isso até temos mais a preocupação de lavar as mãos antes do que depois de fazer chichi). Nunca me ocorreria sequer aproximar qualquer objecto de metal do dito cujo, quanto mais (arrggghhh) furá-lo, trespassá-lo, pendurar-lhe uma anilha que num dia daqueles bem azarados até pode prender-se num sítio qualquer...

Sim, a ideia é horripilante (passe a redundância) mesmo para quem não possui entre pernas um desses membros que no meu entender de usufrutuário devem ser estimados porque a vida são dois dias e tesão, feitas as contas, é só um...
Por isso me chocou aquela visão da argola pendurada mesmo na carola do coiso do bacano que protagonizava na altura um filme de acção ou algo parecido que agora me escapa. E não contente com aquele penduricalho no propriamente dito (outra redundância, eu sei), ainda ostentava uma outra ao pendurão na bolsa de acessórios!
Não é uma questão estética, que gostos não se discutem. É mesmo estupefacção por alguém ser capaz de entregar a sua piroca às mãos de um calmeirão barbudo que lho fure como se fosse uma orelha. E depois ainda ser capaz de lhe entregar o resto da cena para esburacar.

Desculpem partilhar convosco esta imagem desagradável, mas eu sou um homem muito sensível e estas coisas deixam-me assim, silly seasonado.