Acabadinha de estar 2 horas a esmiuçar (acho que a palavra anda na moda, não é, Chefa?) o cérebro em busca de todo o meu extenso conhecimento sobre coacção moral e estado de necessidade (que visto assim até parece o inicio de uma belíssima carreira criminosa. Alinhas, CJ?) e tudo o que os menores não podem fazer (não, Santo, não encontrei nada que dissesse que não podiam fazer isso. Nem mesmo no direito canónico), pouso a minha belíssima caneta amarela canário (Não, Visconde, não é Montblanc), dirijo-me ao Alfredo enquanto penso, tu não vais fazer o mesmo que o Gaijito fez ao colega da escola até porque não tens bolos aqui e a tinta para as canetas de tinta permanente está cara (e além disso, não é bonito, pois não, Gaija?). Entrego o teste e ele faz aquele sorriso entre Joker e Diácono Remédios e Mr. Bean que me faz sempre querer esbofeteá-lo até o cérebro lhe sair pela nuca, gota a gota (e isto é porque eu sou boazinha) e diz-me:
“Então boa sorte.”
Faço o sorriso 35, conseguindo – a custo, é certo – conter o vómito e estou quase na porta quando…
“Espere. Só para lhe dizer que as orais são dia 28. Boa sorte!”
E, assim, resta-me apenas um pedido. Um pedido pungente, sentido, amargurado: Shark, se eu tiver que ir dia 28, não me dês sexo nesse dia. A simples ideia de ‘sexo’ e ‘qualquer coisa remota que possa eventualmente lembrar-me o Fred’ é coisinha para me causar náusea paralisante e dava-me mesmo, mesmo, mesmo muito jeitinho fazer a cadeira!!!!